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Sobre os Monumentos Públicos

Senhora Presidente.
Senhoras e Senhores Deputados.

O Jornal Correio Brasiliense de hoje faz uma denúncia grave sobre o estado de conservação e manutenção dos principais monumentos e pontos turísticos de Brasília. A reportagem está baseada em relatório produzido pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal.
O documento alerta não só para os aspectos estéticos que a falta de manutenção provoca, mas também para os riscos a que ficam expostas as pessoas que frequentam os espaços públicos que são referências para a nossa cidade.
Brasília é diferente de qualquer outra cidade. O traçado original e as belas construções idealizadas pela dupla formada pelo urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer fazem da Capital da República o primeiro bem moderno inscrito pela UNESCO na Lista do Patrimônio Cultural da Humanidade, em dezembro de 1987.
Desprezar o valor, afetivo ou econômico, que a exuberância arquitetônica de Brasília representa para toda a Nação brasileira é, no mínimo, demostrar visão estreita do nosso potencial de desenvolvimento.
Somos a Capital política e administrativa do País, temos um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano, abrigamos as sedes de 127 Embaixadas estrangeiras e temos o maior parque urbano da América Latina.
São dados que refletem o orgulho de quem mora aqui e de quem visita a cidade. Mas eu pergunto, senhora presidente, o que estamos fazendo com todo esse patrimônio? O relatório do TCDF mostra uma dura realidade.
Uma das mais complexas obras de Brasília, a Rodoviária do Plano Piloto, não pertence a Oscar Niemeyer. É uma das duas criações de Lúcio Costa. A outra é a Torre de TV. Pois é, a Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam mais de 500 mil pessoas por dia, passou por reforma no Governo anterior. Mais de 6 milhões de reais foram gastos só na substituição de 12 escadas rolantes e seis elevadores novos. Mas ainda necessita de mais investimentos. É só um exemplo da triste situação dos nossos monumentos estampada no jornal de hoje.
Mas a minha intenção, senhoras e senhores deputados, não é apenas fazer um relato do que está no documento do TCDF ou do jornal. É fazer um alerta para um dos setores que mais representa geração de emprego e renda: o Turismo.
Nas últimas décadas, o Turismo tem se destacado como uma das mais importantes atividades econômicas no mundo todo, capaz de gerar serviços, produtos, emprego e renda. É onde mais podemos avançar na questão de emprego, renda e trabalho, e mão de obra intensiva.
Apostar no Turismo é movimentar outros setores, como a indústria, o comércio, a agricultura e os serviços. Todos ganham: a população, com o emprego; o empresário, com o lucro; e o Governo, com o recolhimento de impostos.
Não enxergar os investimentos em manutenção e preservação dos monumentos e pontos turísticos de Brasília pela ótica de atração de mais recursos é esbanjar ignorância e falta de visão histórica do passado, do presente e do futuro.
Era o que eu tinha a dizer e está dito.
Muito Obrigado.

RICARDO VALE

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